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sábado, outubro 31, 2009


Dificuldades no transporte atrasa chegada de dois linces a Silves31.10.2009
Lusa



Chegaram dois linces ao Centro de Reprodução do Lince-Ibérico, Silves, e não quatro como inicialmente previsto, devido à demora no transporte de duas fêmeas, disse hoje fonte do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

“A chegada das outras duas fêmeas (...) foi adiada para breve devido à sua demora, durante o dia de hoje, em entrarem nas caixas de transporte. Esta dificuldade na captura dos animais resulta do objectivo de se minimizar a indução de agitação adicional em todas as fases do processo de transferência entre centros de reprodução”, explica o comunicado do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que não aponta uma data provável da chegada destas duas fêmeas a Silves.

...

Até ao próximo mês de Dezembro devem chegar, faseadamente, os restantes 13 animais que Espanha cedeu a Portugal para estimular a reprodução da espécie em vias de extinção.

Existem actualmente 250 linces ibéricos na natureza e 74 em centros de reprodução, encontrando-se a maioria dos animais em cativeiro. Desde a década de 1980 que não existem populações estáveis de lince em Portugal, embora no ano 2000 tenham sido recolhidos dejectos de lince que comprovaram a sua presença em território nacional e desde aí se tenham registado alguns avistamentos da espécie em locais próximos da fronteira com Espanha.


Comentários em Publico online:

Contra-natura
Por HV - Coimbra
Se um animal está basicamente extinto, não será contra-natura usar a mão humana para contrariar esta tendência, deveras natural? Os ambientalistas e ecologistas fartam-se de reclamar da influência que o ser humano tem sobre a natureza, e que se deveria reduzir ao mínimo tal interacção. Pois se deixassem a natureza seguir o seu rumo, não era muito mais 'ecologista' do que forçar animais onde não pertencem?


Minha resposta, porque nestas coisas não sou capaz de não dizer nada...

Sr. HV o lince ibérico não é nenhuma espécie exótica, era uma espécie característica das nossas matas mediterrânicas que foi desaparecendo devido a vários factores (redução da população de coelhos, florestação com eucaliptos, perseguição directa, aumento das redes viárias…), no entanto esta espécie possui ainda em Portugal locais com habitat favorável, principalmente junto à fronteira: Malcata, Barrancos, Serra da Adiça…, e alguns desses locais podem ainda ter alguns indivíduos, uns errantes que podem entrar em Portugal vindos de Espanha, outros que poderão já não se reproduzir, mas que podem ir sobrevivendo… pelo que pode nem ser uma reintrodução de uma espécie, pode ser um reforço da população, mas de qualquer forma esta espécie também é nossa e faz todo o sentido que aqui exista, nem que seja através dos exemplares criados em cativeiro, mesmo que estes exemplares possam logo que sejam libertados entrar e sair do nosso País (pq os linces não conhecem fronteiras excepto as auto-estradas, barragens, etc), será sempre benéfico tentar aumentar as populações desta espécie emblemática… ou preferia que se deixasse extinguir?! Se os Humanos têm o poder para destruir também temos de ser capazes do inverso…

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407709


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