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segunda-feira, setembro 29, 2008

As inauguraçoes e o Marketing político relativamente às Energias Renováveis...

As inauguraçoes e o Marketing político relativamente às Energias Renováveis...

Contínua o Marketing político em torno das energias renováveis, não que seja uma má aposta, muito pelo contrário, pois temos de apostar nas energias renováveis, principalmente as que apresentarem menores impactos ambientais, mas não devem ser passadas ideias erradas, como os números "falsos" do que já produzimos e da pertinencia das barragens que querem construir, com elevados custos e rentabilidade económica discutivel e enormes impactos negativos em termos ambientais:

Impactos das Barragens

A construção de barragens em Portugal, é um assunto na ordem do dia, sendo um assunto polémico.

As barragens são até certo ponto um “mal necessário”, pois fornecem energia, são uma reserva estratégica de água que permite fazer captações tanto para consumo humano, como para rega ou uso industrial, servindo de reserva nas épocas de escassez.

As barragens permitem também o aproveitamento hidroeléctrico fornecendo uma energia limpa, e até certo ponto segura (este até certo ponto segura será explicado mais adiante).

Cumulativamente, a construção de uma barragem pode trazer para uma dada região um importante investimento económico, e pode promover o desenvolvimento de uma região, pois há sempre a tendência para o aumento da pressão imobiliária, a construção de hotéis, restaurantes, lojas de pesca, marinas fluviais, … por estas razões os autarcas e grande parte das populações vêm com bons olhos a construção de uma barragem.
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Impactos Negativos das Barragens:



Ø Tornam-se barreiras físicas que impedem as migrações dos peixes, mesmo havendo passagens para peixes, pois em muitas das nossas barragens nunca se construíram esses dispositivos e onde os construíram, muitos não funcionam;

Ø Destruição e submersão da vegetação ribeirinha (ripícola), que ao desaparecer ou ao ser fortemente alterada, vai provocar o aumento da erosão dos solos envolventes, o aumento do escorrimento superficial do solo levando matéria orgânica e sedimentos para o leito do rio/barragem, e sem essa vegetação ribeirinha diminui a filtração biológica realizada pelas árvores e restante vegetação;

Ø Há uma alteração do habitat: a alteração de um curso de água com corrente transformando-o numa albufeira (águas calmas e profundas), altera em muito as características do habitat, que poderá beneficiar algumas espécies, normalmente as exóticas (ex: carpas, achigãs e percas-sol), e prejudicando ou fazendo desaparecer espécies adaptadas a águas correntes...

(em: www.geocities.com/marco_arruda1980/barragens.htm)


Um comentário que achei interessante sobre esse marketing político em relação às energias renováveis, num blog de referência:

"O acessório e o essencial

Ontem foi mais um dia de foguetório energético. O Governo aproveitou a «inauguração» de uns pequenos equipamentos de produção de energia maremotriz (que nem é o primeiro a nível mundial) para anunciar que Portugal quer um «cluster» para a energia das ondas. A coisa daria para rir não fosse o caso de a generalidade da comunicação social «embarcar» (o que nem é despropositado, estando o mar em cenário) nesta pura jogada de marketing político e de alguns negócios à mistura. De facto, se outras coisas mais não houvesse, estamos a falar de um «parque de ondas» com uma potência de 2,25 mega-watts (MW). O «mega» enche o ouvido, mas em electricidade 2,25 MW são coisas ridículas. Significa, com base na potência total existente em Portugal, um aumento «extraordinário» de cerca de 0,015%!!!

...

o Governo abre os braços aos investidores para que desenvolvam os seus negócios mesmo que do ponto de vista económico não sejam compensadores, porque há sempre o consumidor a pagar a factura sob a forma de tarifas mais elevadas ou do pagamento das infra-estruturas de ligação à rede eléctrica.


Em suma, o crescimento da energia renovável em Portugal tem estado a ser sustentado pelo consumidor final, mas não deveria assim ser. Algo está desvirtuado quando os recursos endógenos (sobretudo vento e sol, e agora mar) se tornam mais caros para o consumidor do que os recursos exógenos (carvão, gás natural e fuel). E se assim sucede é porque este Governo quis ter um crescimento artificial e rápido (insustentável economica e socialmente), porque oferece (à custa do consumidor) demasiadas benesses aos investidores.


...

Olhando para as estatísticas da REN até Agosto de 2008 temos a seguinte situação neste ano em termos de origens da electricidade consumida:


Renovável (hídrica, eólica e fotovoltaica) - 8.344 GWh - 24,9%
Térmica (centrais a gás, carvão, co-geração, etc.) - 18.790 GWh - 56,2%
Importação (proveniente sobretudo de centrais térmicas e nuclear) - 6.322 GWh - 18,9%

Em termos da proveniência (origem territorial) dos recursos temos então:


Recursos endógenos - 8.344 GWh – 24,9%
Recursos exógenos (importação de electricidade ou de combustíveis para a produção de electricidade) – 25.112 GWh – 75,1%

Donde resulta que apenas um quarto da electricidade que consumimos este ano é proveniente de recursos renováveis e endógenos – o que, convenhamos, está longe do paraíso «construído» por este Governo.*


Poderia escalpelizar ainda mais outros aspectos. Mas fico apenas por mais este: se compararmos os primeiros oitos meses de 2008 com período homólogo de 2007, verificaremos que em termos absolutos as centrais térmicas nacionais registam um acréscimo de 4% na produção, o que indicia que talvez pouco se alterou em termos de emissões de dióxido de carbono devida à produção de electricidade**.




* - Este valor será, obviamente, corrigido pelo Governo no âmbito daquilo que está estabelecido nos diplomas comunitários, porque haverá depois uma correcção feita com base no coeficiente de hidraulicidade, que mede se um ano é seco ou húmido. Como este ano civil está a ser mais seco do que o normal, haverá uma correcção para cima (sempre artificial, portanto). Por isso, não se admirem se o Governo vier, no final do ano, anunciar que produzimos mais de 50% da electricidade por via renovável não acreditem. A realidade é, por uma directiva comunitária, susceptível de ser deturpada.

** - É provável até que tenha ocorrido uma ligeira diminuição das emissões, mesmo se aumentou a produção eléctrica por via térmica, pois noto, na página da REN, que as centrais térmicas do Carregado e da Tapada do Outeiro (a gás natural) produziram em 2008 muito mais do que as centrais de Sines e do Pego (a carvão), ao contrário do sucedido em 2007. As centrais a gás natural emitem, por GWh, um pouco menos que as de carvão, por isso, admito que terá até ocorrido uma ligeira diminuição, embora não retire aquilo que é um paradoxo nacional: grande aposta nas renováveis mas sem impacte nas produção por via de energias não renováveis.

PARA VER TODO O COMENTÁRIO, CONSULTAR:

estragodanacao.blogspot.com



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