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segunda-feira, janeiro 24, 2005

Peixes de Portugal e Natureza

30 Comments:

At 24 janeiro, 2005 04:27, Blogger Marco said...

Aqui estou eu com um blog. Não se acanhem coloquem questões, digam o que quiserem, vejam a minha página:
http://geocities.com/marco_arruda1980/

Digam o que acham...

Se quiserem debater algum tema, estou aqui para responder e espero que apareçam novos bloggers.

Fico à espera de comentários...

 
At 24 janeiro, 2005 15:28, Blogger Marco said...

Pessoal tou à espera de comentários...

Este blog surgiu como um meio de comunicação entre amigos e internautas, e espero que se debatam assuntos interessantes.

Podemos começar por falar da poluição dos nossos rios, o estado de abandono das politicas ecológicas do nosso País, por parte dos governantes, a crise económica, os nossos problemas habituais, etc...

 
At 24 janeiro, 2005 15:55, Blogger Marco said...

Vou escrevendo sózinho...
Um abraço para todos os meus amigos e namorada.

Jokinhas Mónica

 
At 24 janeiro, 2005 15:57, Blogger Marco said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 26 janeiro, 2005 23:12, Blogger Marco said...

Viva o Benfica!!!! Ganhou
Grande jogo, mas ambas as equipas podiam ter ganho, grande espectaculo. Assim dá vontade de ver futebol.

 
At 11 fevereiro, 2005 21:38, Anonymous Anónimo said...

Respeito muito a seu amor pela natureza e principalmente pela vida aquática, mas não acha que quando fala de "abandono das políticas ecológicas do nosso País" não seria preferível dizer inexistência de políticas ecológicas, ou mais concretamente pela inexistência de políticas eficazes.

 
At 11 fevereiro, 2005 23:57, Blogger Marco said...

Nao acho que o País nao tenha politicas ecológicas, mas que as promessas raramente são cumpridas, as leis nao sao respeitadas e não há quem fiscalize, e claro certas politicas do ambiente ficam na gaveta. E quando os ministros do ambiente são gestores ou economistas... o que é que vamos esperar que aconteça ao nosso País em termos ambientais?

Só pode ser um desastre, ou há sempre cedencias quando a economia do País não é favorecida directamente.

Veja-se o caso da Barragem no Rio Sabor, das proprias pessoas da regiao grande parte acha que a barragem nao vai trazer beneficios, o Rio Sabor é dos ultimos grandes rios selvagens de Portugal, sabe-se que a barragem iria submergir áreas de interesse para a flora e fauna, etc, mas pelos vistos vai para a frente, porque há certas pessoas que acham que é a barragem é que vai trazer desenvolvimento para a região... mas há outros exemplos: as revisoes e alteraçoes ao PDM para permitir a contrução em zonas de REN e RAN, etc

 
At 19 fevereiro, 2005 02:17, Blogger Marco said...

Gorilas e Chimpanzés Estão à Beira da Extinção
Domingo, 06 de Abril de 2003

Muitos anos de caça ilegal e uma epidemia do vírus de Ebola estão a afectar de tal forma os grandes primatas da zona mais ocidental da África equatorial que, sem uma acção enérgica para os salvar, chimpanzés e gorilas estão mesmo à beira da extinção, conclui um estudo divulgado hoje na edição "on-line" da revista "Nature".

Nos últimos 20 anos, e quase sem que os humanos se dessem conta, as populações dos animais que partilham entre 95 e cerca de 98 por cento do nosso património genético foram reduzidas a metade. Estes cálculos, elaborados por uma equipa internacional de 23 investigadores, contrariam estimativas feitas em 1995, que apontavam para que o número de grandes primatas se estivesse a manter relativamente estável. "As espécies que nos são mais próximas estão a desaparecer a olhos vistos", comentou Peter Walsh, da Universidade de Princeton (EUA), o principal autor do artigo.

"A verdade pura e dura", concluem os investigadores, "é que, se não agirmos rapidamente e de forma decisiva, os nossos filhos vão viver num mundo sem grandes primatas", pelo menos de outras espécies que não a nossa. É fundamental apostar numa vigilância reforçada para travar a caça a estes animais - cuja carne é considerada uma iguaria em algumas zonas - e num forte investimento na investigação sobre o vírus de Ebola, que permita salvar os animais, tão afectados por esta febre hemorrágica como os humanos.

Os estudos feitos anteriormente tinham uma falha fundamental: consideravam como o melhor indicador da dimensão das populações de grandes primatas a área de floresta intacta, que é ainda relativamente abundante na área mais ocidental da África equatorial. Mas nesses cálculos não eram levados em conta os efeitos da caça e da doença sobre os animais, mesmo sobre aqueles que vivem em zonas de floresta mais cerrada.

Este novo estudo tem por base levantamentos efectuados entre 1998 e 2000, realizados numa extensão de 4.800 quilómetros de floresta densa. Observadores experimentados contaram ninhos de grandes primatas e os resultados foram comparados com os anteriores grandes recenseamentos populacionais, realizados entre 1981 e 1983.

As conclusões para o estudo feito no Gabão, onde 80 por cento das florestas estão ainda intactas, apontam para uma redução de 56 por cento no número de chimpanzés e de gorilas, entre 1983 e 2000. A densidade de grandes primatas na floresta de Minkébe, no Norte do Gabão, foi reduzida em 99 por cento durante a década passada, dizem os investigadores na "Nature".

Um declínio tão acentuado em duas décadas justifica a reclassificação destas espécies de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Vida Selvagem, dizem os investigadores: o chimpanzé "Pan troglodytes" e o "Gorilla gorilla" são neste momento considerados espécies em perigo, mas devem passar a integrar a listas das espécies em risco crítico de extinção.

"Se os chimpanzés e os gorilas estão ameaçados no Gabão, uma zona conhecida pelas suas florestas pristinas, então temos de certeza uma crise grave nestas espécies", disse Lee White, perito em conservação da natureza da Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês, uma organização ligada ao Zoo de Bronx, em Nova Iorque), que trabalhou no Gabão na década passada, citado num comunicado de imprensa desta organização.

Mas a situação pode ser ainda pior noutras zonas. No Congo e outros países, onde a densidade das populações humanas é maior do que no Gabão e a deflorestação atingiu proporções maiores, uma epidemia de Ebola registada há cerca de dez anos pode ter morto dezenas de milhares de gorilas e chimpanzés. A doença reemergiu recentemente e, neste momento, há muitos animais a morrer, sobretudo numa área compreendida entre os parques naturais de Odzala e de Lossi, no Congo. São encontradas muitas carcaças de animais perto de locais onde se registaram epidemias entre os humanos.

"Quem trabalha nesta área, tem uma ideia do que se está a passar, mas este assunto não tem sido detectado pelos radares da opinião pública. Espero que as pessoas prestem atenção ao nosso estudo. Muitas pessoas, mesmo aquelas que se preocupam com temas de conservação, pensam que existem ainda muitos grandes primatas. Mas não, têm sido arrasados, e a taxa a que estão a desaparecer ainda está a acelerar", comentou Peter Walsh, citado num comunicado de imprensa da revista "Nature".

Fonte: Jornal Público



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Marcos do Caminho para o Desaparecimento dos Grandes Primatas
Domingo, 06 de Abril de 2003

Em 1991, uma equipa de investigadores fez um recenseamento dos nichos de grandes primatas no Gabão em que, avançando a direito ao longo de 20 quilómetros, detectou 67 grupos de ninhos de gorilas e chimpanzés. Em 1997 e 1998, estudos semelhantes realizados na mesma zona mas numa área de 2700 quilómetros - 100 vezes maior do que em 1991 - encontrou apenas 91 grupos de ninhos.

Quanto maior é a distância das quatro maiores cidades do Gabão, e quanto maior é a distância de locais onde se registaram epidemias de Ebola, tanto maior é a densidade de ninhos de gorilas e chimpanzés.

Nos últimos anos, a indústria madeireira em África mecanizou-se e tornou-se cada vez mais intensiva, avançado com homens e máquinas para zonas de floresta cerrada. Os madeireiros caçam chimpanzés e gorilas não só para os comerem localmente, mas também há quem faça uma indústria da caça a estes grandes primatas, cuja carne é depois exportada para outras comunidades de madeireiros e até mesmo para grandes cidades a centenas de quilómetros de distância. A carne de gorila, por exemplo, custa apenas um terço do que custa a de frango, nas pequenas cidades. Em mercados como os de Libreville, no Gabão, custa 50 por cento mais que a carne de frango, vaca ou peixe, concluíram os investigadores.

Se a taxa de extinção dos grandes primatas continuar ao ritmo actual, dentro de 33 anos as populações ter-se-ão reduzido mais 80 por cento - o que representa apenas uma geração e meia para os chimpanzés e talvez duas para os gorilas. Mas mesmo que o declínio seja travado, as taxas demográficas dos grandes primatas já desceram tanto, que a recuperação populacional será necessariamente lenta.

 
At 28 fevereiro, 2005 19:56, Blogger Marco said...

06-05-2003

Vila Real: Zonas de abrigo protegem peixes de afluentes



Vai haver sanções para a pesca ilegal de espécies do rio Douro



Vão ser criadas Zonas de abrigo para peixes na foz dos afluentes do rio Douro, uma iniciativa do núcleo regional do Corpo da Polícia Florestal de Trás-os-Montes, que tem como objectivo principal preservar espécies. Essas áreas, onde é interdita as pescas desportiva e profissional, são locais de desova.

Esta acção arranca ainda este ano, e numa primeira fase vai dar prioridade à sensibilização junto de pescadores, para que não apanhem algumas espécies, essencialmente bogas e barbos.
Já no próximo ano serão aplicadas sanções, estipuladas por lei, a quem continuar a pescar naqueles rios.

Os afluentes abrangidos por esta iniciativa serão o Varosa (no concelho de Lamego), Corgo (na Régua), Tedo e Távora (em Tabuaço), Pinhão (em Alijó), Torto (em S. João da Pesqueira), Tua (em Alijó/Carrazeda de Ansiães), Ribeira da Teja (em Vila Nova de Foz Côa), Foz do Sabor (em Moncorvo) e Águeda (em Figueira de Castelo Rodrigo).
Em Trás-os-Montes já existem quatro zonas de abrigo, duas na barragem de Pisões (em Montalegre), e também outras duas em Freixo de Espada à Cinta.

O sável, o esturjão, a lampreia e a enguia foram as espécies que desapareceram das águas interiores do Douro. A fauna piscícola deste rio foi alterada desde a construção de várias barragens. A perca-sol, achigã, o lúcio e a carpa, foram as espécies que começaram a aparecer. A boga e o barbo ainda resistem a esta alteração.

Vi esta noticia numa página da net do Norte. Um bem haja para esta acção.

 
At 11 março, 2005 15:24, Blogger Marco said...

Finalmente coloquei aqui mais uma boa noticia, depois de todas as outras serem más.

Continuo à espera que participem neste blog.

Ainda não percebi muito bem o mecanismo disto, para editar os tipos de letra, tornar o ambiente do blog mais atractico, etc, etc...

 
At 11 março, 2005 15:39, Blogger Marco said...

"mais atractivo, etc, etc"

 
At 17 abril, 2005 11:56, Blogger Marco said...

Predador de peso chegou ao rio Douro

ALMEIDA CARDOSO / Jornal de Noticias – 17/07/2002



A fauna piscícola do rio Douro tem mais um predador. Trata-se do peixe-gato, uma espécie oriunda do EUA, já detectada em Zamora, ao longo do Douro Internacional. Segundo alguns investigadores, o peixe-gato (um dos pesos-pesados das águas doces) já deverá estar nas bacias das barragens de Picote, Bemposta e de Miranda do Douro.

Rui Cortes, professor do Departamento de Florestas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, garantiu, ao JN, "que os primeiros exemplares foram detectados, há dois anos, nas águas do Douro Internacional", e que "nesta altura, já deverão existir no curso nacional".

A presença do peixe-gato no Douro representa, segundo biólogos e ambientalistas, uma ameaça à sua fauna piscícola. Rui Cortes garante que "o peixe-gato é um terrível predador, pois alimenta-se de outras espécies", pelo que "poderá estar em causa o equilíbrio das várias espécies existentes no rio". Este autêntico exterminador é um peixe ósseo, silurídeo na água doce, caracterizado pelos muitos barbilhões (bigodes) ao redor da boca e pela presença de glândulas de veneno ligadas aos espinhos peitorais.

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Nas ultimas semanas, eu próprio, capturei vários exemplares de peixe-gato numa zona lagunar com ligação a um afluente do Tejo, pelo que este peixe também já deverá estar presente no rio Tejo.

Fevereiro de 2005

 
At 17 abril, 2005 12:04, Blogger Marco said...

Lontra (Lutra lutra)

É considerada como o mais inteligente de todos os mustelídeos ibéricos. A sua superior inteligência reflete-se com evidência no facto de as crias dependerem imenso da aprendizagem e no deleite com que se entregam a brincadeiras sociais, sendo provavelmente o único animal além do homem que fabrica construções cuja única finalidade é lúdica: tratam-se de tobogãs nas margens lamacentas ou na neve por onde se deixam escorregar, indiferentemente com o ventre para baixo ou para cima, emitindo alácres gritinhos; lutam amigavelmente pela sua vez, quais crianças num parque infantil. Empregam muito do seu tempo disfrutando com hilariantes brincadeiras. O meio aquático permite-lhes uma quase ilimitada liberdade de movimentos, que, aliada à incrível flexibilidade da sua coluna vertebral, as torna exímias malabaristas quando brincam com pedrinhas e paus.
Os seus olhos estão engenhosamente adaptados para focarem dentro e fora de água, e, apesar de também ter boa visão nocturna, nos raros locais onde o homem não as molesta directamente (uma vez que a lontra não tem nenhum predador especializado na sua captura) tem hábitos diurnos. Possuem grandes territórios, podendo percorrer até 16 km de troço fluvial por noite.
Quando as águas são demasiado turvas para se valer da visão, consegue caçar com auxílio das vibriças que lhe cobrem o focinho ( também as possui nas patas). Estas cerdas hipersensíveis detectam as correntes de água, mudanças de pressão e sinais bioeléctricos dos peixes.
A posição elevada dos olhos e das narinas (que, à semelhança das orelhas, têm a capacidade de se fecharem hermeticamente durante a imersão, que pode durar quatro minutos) permite-lhe respirar e espreitar à superfície da água sem ser detectada. É um excelente nadadora devido à poderosa cauda propulsora, ao corpo hidrodinâmico e às membranas interdigitais (bem visíveis em pegadas deixadas na lama).
Diminui o ritmo cardíaco quando mergulha aumentando assim a capacidade de apeneia.
As suas glândulas sebáceas são extremamente activas, mantendo a pelagem permanentemente engurdurada, o que lhe proporciona um eficaz isolamento térmico e hidrofugo. Por essa razão dedicam especial atenção a cuidarem do seu pêlo.
Utiliza vários refúgios ao longo do seu território, mas a sua toca principal (a de reprodução) encontra-se quase sempre nos afluentes do leito principal, para estar mais protegida das enchentes.
Eventualmente pode frequentar estuários e costas marinhas.

Nos locais onde o lagostim americano se tornou uma praga, este constitui o menú principal das lontras. Por outro lado, registou-se a extinção de uma população de lontras numa determinada zona de França onde foi introduzido o peixe-gato-americano , ao que parece as espinas deste provocavam a perforação de estômago das lontras.

Paulo Barreiros

http://www.freipedro.pt/tb/210900/opin3.htm

 
At 08 maio, 2005 18:55, Blogger Marco said...

O que será que está correcto na gestão dos nossos recursos piscicolas, neste ano de seca?

Vejam dois casos e reflitam...

"Governo antecipa pesca nas albufeiras

O Governo antecipou em um mês a abertura da pesca nas albufeiras das barragens a Sul do rio Tejo, devido à seca que o país atravessa, disse hoje o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e das Florestas, Rui Gonçalves.

Rui Gonçalves explicou que a falta de água nas albufeiras a Sul do rio Tejo vai fazer com que os peixes comecem a morrer, pelo que o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas assinou a semana passada um despacho a antecipar o período de defeso.

De acordo com o secretário de Estado, a partir de segunda-feira já é permitido pescar nas albufeiras, mas apenas nas que se situam a Sul do rio Tejo, salvo a do Alqueva "que tem muita água".

O despacho proíbe, no entanto, a pesca de achegã, por ser um peixe predador.

A pesca em todas as albufeiras do país só tem início no dia 31 de Maio, adiantou o secretário de Estado."

in jornal "O Público"


Ou será que o seguinte caso é mais correcto:

"Pesca proibida no Câvado

A pesca está completamente proibida no Rio Cávado entre a nascente e a primeira barragem, devido ao fraco caudal do rio após a seca prolongada que se faz sentir um pouco por todo o pais.

O clube de pescadores de Montalegre juntamente com a câmara municipal da mesma localidade, decidiram restringir a pesca nas margens do rio Câvado como medida de protecção das várias especies de peixes, em que em certos casos como a Truta, nem chegaram a desovar.

MP"


Cá para mim o segundo caso, é o mais correcto, embora em casos pontuais possa concordar com o primeiro caso, pois há barragens e cursos de água onde a biomassa existente é demasiado elevada em relação à água exeistente, pelo que com o avançar do Verão ocorreriam enormes mortandades de peixes e o oxigénio disponivel na água seria reduzido, mas... o reverso da medalha é, como é que no sul se pode estar a promover a retirada de peixes em excesso, continuando a proteger uma espécie não autóctone?! E como é que não se protege a época de reprodução das nossas espécies autoctones que estão a ficar retidadas em cursos de água cada vez mais reduzidos e mais vulneráveis a todo o tipo de predadores e a todas as nossas acções?

Concordaria sim, se se promovesse a retirada de certas quantidades de exemplares grandes, depois da desova, e em locais onde se verificassem grandes quantidades de peixes, de modo a garantir que para o ano ainda houvessem peixes para se reproduzir ou que pelo menos alguma descendencia sobrevivesse.

Outra coisa que o nosso País tem de se habituar é que somos um País Mediterrânico, com disponibilidades de água irregulares e limitadas.
Sendo um País Mediterrânico, não deveriamos promover tanto a agricultura de regadio, mas antes as culturas adaptadas ao nosso clima, tal como: amendoeiras, figueiras, olival, laranjeiras, vinha, cortiça, etc, em vez de seguirmos os paises do Norte e centro da Europa que conseguem mt maiores produções de milho, trigo, arroz, etc.

Outra coisa, é que alguns devem pensar que estamos na Inglaterra ou num outro País de clima Atlântico, pela grande quantidade de campos de golfe que têm aparecido, consumindo grandes quantidades de água, em muitos casos, acima da capacidade de reposição dos lençois freáticos. Os jardins das nossas cidades têm cada vez uma maior componente de relvado tipo inglês que também não me parece ser o mais adequado, embora à vista seja muito agradável e bonito, acho que um jardim tipo mediterrânico tb pode ser muito atractivo e consome muito menos água.

Também todos nós podemos fazer o nosso papel poupando água de várias formas, para que o nosso impacto sobre a natureza nao seja tao grande, para que nao seja necessario construir mais barragens, etc

Um abraço a todos, reflitam nestes assuntos...

 
At 12 junho, 2005 23:24, Blogger Marco said...

DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS
NÃO BASTA CLASSIFICAR, É URGENTE INTERVIR!



Desde 1997, no dia 2 de Fevereiro assinala-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, uma oportunidade para reflectir sobre o seu valor e a sua gestão. Neste mesmo dia, em 1971, foi assinada a "Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas", concluída em Ramsar, no Irão. A Convenção de Ramsar é um tratado internacional cuja missão é a conservação e o uso racional das zonas húmidas e dos seus recursos, através de acções locais, regionais e nacionais e da cooperação internacional, sendo um contributo para o desenvolvimento sustentável do planeta.

Portugal ratificou a Convenção de Ramsar em 1980, tendo designado 12 sítios em diferentes datas para inclusão na Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional: Estuário do Tejo (1980), Ria Formosa (1980), Estuário do Sado (1996), Ria de Alvor (1996), Sapais de Castro Marim (1996), Lagoa de Albufeira (1996), Lagoa de Santo André e Lagoa de Sancha (1996), Paúl da Arzila (1996), Paúl do Boquilobo (1996), Paúl de Madriz (1996), Paúl de Tornada (2001) e Paúl do Taipal (2001). Os 12 sítios Ramsar totalizam uma área de 60 094 ha. Na Madeira e nos Açores não existe qualquer zona classificada ao abrigo desta convenção. A Convenção obriga ainda à elaboração de planos de ordenamento e de gestão para as zonas húmidas e a promover a sua conservação assim como das aves aquáticas.

Em 1994, foi compilada informação existente que, com base na definição de Zonas Húmidas adoptada pela Convenção de Ramsar, levou ao inventário de 49 sítios, perfazendo uma área total de 130 934 ha, ou seja 1,5% do território continental. Das 29 Zonas de Protecção Especial designadas no âmbito da Directiva Aves, 17 correspondem a zonas húmidas. Num total de 60 sítios designados no continente para integrar a Lista Nacional de Sítios no âmbito da Directiva Habitats, 16 correspondem a zonas húmidas.

As zonas húmidas são ecossistemas de elevada produtividade biológica, com grande biodiversidade e muito vulneráveis a diferentes factores de perturbação. Apesar dos esforços realizados nas últimas décadas, estes ecossistemas encontram-se entre os mais ameaçados a nível global, sobretudo devido à intensificação da agricultura, indústria, construção civil, turismo, pesca e caça, tendências inerentes às pressões do crescimento populacional e económico. A eutrofização e a contaminação das águas devido aos fertilizantes agrícolas e aos efluentes domésticos e industriais e a forte pressão urbanística a que estas áreas estão sujeitas, têm conduzido à sua degradação um pouco por todo o mundo.

Na maioria das zonas húmidas nacionais as necessidades passam pela conservação das áreas existentes, mas noutras urge uma clara intervenção no sentido de restaurar habitats. As medidas passam pelo condicionamento do uso do solo e da água, das dragagens e drenagens, pelo controlo da qualidade da água ou pelo controlo das espécies exóticas infestantes.

Relativamente à qualidade da água, Portugal ainda não instalou sistemas de tratamento de águas residuais avançadas (tratamento terciário) em 18 povoações portuguesas, que descarregam as suas águas residuais para cursos de água sensíveis. Como consequência, o estado português irá receber uma última advertência, antes da acção judicial que a Comissão Europeia irá interpor junto do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. O controlo da qualidade da água tem de ser mais eficiente e o princípio do poluidor-pagador deverá aplicar-se sempre que possível e de forma a que poluir "deixe de compensar". Para quando o fim das notícias sobre a poluição de mais um curso de água devido à inexistência de uma ETAR ou à utilização de um "bypass" ilegal?.

O Estuário do Tejo, o maior estuário da Europa, de enorme importância para as aves e inúmeras espécies de peixes que a utilizam como berçário é, infelizmente, um exemplo negativo em termos de protecção das zonas húmidas. Esta área tem sido fortemente ameaçada principalmente pela pressão urbanística. A construção da Ponte Vasco da Gama não só não eliminou os problemas de trânsito da Ponte 25 de Abril, aliás como previsto pela LPN e outras ONGA na altura da sua construção, assim como conduziu a uma enorme especulação imobiliária nas duas margens do rio aumentando ainda mais a pressão sobre uma zona já de si sensível. Não podemos deixar ainda de referir a destruição efectuada pela construção do Centro de Estágios e Formação do Sporting Clube de Portugal, a Urbanização do Passil e o Outlet de Alcochete.

A Ria Formosa de grande importância para um elevado número de espécies de aves, peixes, entre outros organismos representa uma área de viveiro importante que contribui de forma muito significativa na manutenção dos mananciais de recursos vivos marinhos da costa algarvia. É uma área de extrema conflitualidade entre os seus múltiplos usos. As pressões imobiliárias como através de construção clandestina nas ilhas barreira, a poluição das águas através da descarga de efluentes na laguna, no oceano e na bacia hidrográfica da Ria Formosa de efluentes domésticos sem tratamento ou com tratamento insuficiente e a poluição difusa proveniente de campos de golfe e da agricultura intensiva, a exploração insustentável dos recursos pesqueiros através do excesso de pesca, do recurso a artes ilegais, da caça furtiva (com armadilhas) e da instalação indiscriminada de viveiros de moluscos, a má gestão dos resíduos sólidos, como o aterro de sapais e salinas com lixos e entulhos e a alteração e destruição do coberto vegetal e das dunas, o assoreamento da laguna, a erosão do cordão dunar, o abandono da exploração tradicional das salinas, a descaracterização da arquitectura tradicional e a degradação do património, constituem o aspecto mais visível do estado de abandono em que se encontra esta importante zona húmida.

A Reserva Natural do Paul do Boquilobo é a única Reserva da Biosfera existente em Portugal, estatuto concedido pela UNESCO, em 1981. O seu Plano de Ordenamento está em fase de discussão pública desde 17 de Março de 2003, ou seja, há quase dois anos. Isto porque se aguardava a publicação, em Diário da República, do Decreto Regulamentar de alteração de limites da Reserva Natural do Paul de Boquilobo. Dias depois da aprovação dos novos limites da reserva foi lançada na comunicação social a notícia sobre a possibilidade de vir a ser construído na zona de Boquilobo, próximo da Reserva Natural do Paul do Boquilobo, um aldeamento turístico com 6818 habitações, destinadas principalmente a reformados vindos de Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Noruega. Este empreendimento terá associado um campo de golfe. Uma avaliação técnica séria sobre os efeitos que o futuro aldeamento poderá ter na região só poderá ser feita com o respectivo estudo de impacte ambiental, mas não há dúvida que cerca de sete mil fogos em 300 hectares e com perto de 15 mil residentes é de uma enorme dimensão para a região. A concretizar-se este empreendimento, a LPN espera que seja salvaguardada uma zona tampão que reduza os impactes sobre a reserva natural, bem como sejam escolhidas as tecnologias "mais limpas" para a construção do projectado campo de golfe. Espera ainda que este seja um processo bem conduzido em termos de avaliação de impacte ambiental, de divulgação e de participação pública.

A Lagoa da Vela faz parte do Sítio Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas, da Rede Natura 2000. No dia 14 de Dezembro de 2004 a Câmara Municipal da Figueira da Foz aprovou a realização de um novo plano de pormenor para a zona da Lagoa da Vela, condição obrigatória para a aprovação de um projecto turístico na zona, não autorizado pelo anterior governo em 2000. Aparentemente o consórcio promotor não desistiu, tendo introduzido alterações ao projecto inicial, nomeadamente no que diz respeito à necessidade de conservação de alguns habitats naturais, o que terá obrigado a estas modificações do novo plano de pormenor para a zona, cujo prazo de conclusão é de seis meses. Em 2003, o consórcio promotor do empreendimento turístico encomendou um levantamento da fauna e da flora da região, e o ICN elaborou um novo relatório, o que levou à introdução de alterações no projecto e à reabertura deste processo. O novo projecto ainda não é conhecido, uma vez que o Estudo de Impacte Ambiental ainda não foi divulgado para participação pública, o que se aguarda para breve. A LPN estará atenta ao desenrolar desta situação.

É sabido que as pressões urbanísticas e a contaminação das águas são dos maiores problemas que afectam as zonas húmidas. No Plano Sectorial da Rede Natura 2000 não constará a construção de empreendimentos turísticos, incluindo campos de golfe, como medidas a implementar para a gestão e conservação destes habitats!

Nos últimos anos o Dia Mundial das Zonas Húmidas tem sido recordado em Portugal pela negativa. Para quando uma verdadeira comemoração? É urgente parar e inverter a perda e a degradação das zonas húmidas. Estas carecem de medidas urgentes de protecção e de recuperação, para que continuem a assegurar as suas funções de suporte para os ecossistemas e para as actividades de uso múltiplo pelas populações. Para isso, é necessário criar instrumentos de ordenamento do território à escala da bacia hidrográfica que possibilitem a gestão integrada e não apenas a gestão pontual, circunscrita ao limite da zona húmida. Recorde-se que não há hoje qualquer plano de gestão desenvolvido para as zonas húmidas, incluindo os Sítios Ramsar, alguns designados há mais de 20 anos!



Lisboa, 2 de Fevereiro de 2005

A Direcção Nacional

da

Liga para a Protecção da Natureza



Para mais informações:

Liga para a Protecção da Natureza | Estrada do Calhariz de Benfica, n.º 187
1500-124 Lisboa
José Manuel Alho 217 780 097 | 217 740 155 | 217 740 176

 
At 22 junho, 2005 19:15, Anonymous Anónimo said...

Países não acautelaram situação de seca
Tejo: Quercus receia falta de condições de Espanha para cumprir caudais mínimos

22.06.2005 - 18h52 PUBLICO.PT

A seca que está a afectar a Península Ibérica fez baixar o armazenamento de água no rio Tejo, levando a associação ambientalista Quercus a recear que Espanha não tenha condições para cumprir os caudais mínimos no troço português. A associação lamenta que os dois países não tenham acautelado uma situação de seca.
“O armazenamento no Tejo [em Espanha] está muito baixo. Não vão conseguir dar” a água devida a Portugal, comentou Francisco Ferreira, dirigente da associação nacional de conservação da natureza, para quem este é o rio transfronteiriço em que a situação “pode ser mais problemática”.

Até ao final do ano hidrológico (30 de Setembro de 2005), Espanha “tem que garantir determinados caudais” no Tejo. Francisco Ferreira considera que Portugal “não pode esperar por 30 de Setembro” e salienta a necessidade de as autoridades competentes avançarem nas conversações, no âmbito da Convenção sobre Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, assinada em Novembro de 1998 e em vigor desde 2000.

Até ao momento, Espanha já terá entrado em situação de incumprimento relativamente ao rio Guadiana e accionou o regime de excepção - que permite não cumprir os caudais previstos - para o rio Douro, confirmou a 15 deste mês o embaixador Antas de Campos, presidente da comissão que acompanha a gestão dos caudais dos rios transfronteiriços (Douro, Tejo, Lima, Minho e Guadiana).

A Quercus aponta críticas ao facto de os dois países terem deixado a convenção “praticamente parada nos últimos anos”. Entre os trabalhos por fazer, Francisco Ferreira salienta a definição do regime de caudais. Isto significa que “o fechar da torneira por parte de Espanha nos quatro rios internacionais excepto no Guadiana não pode ser sancionado”, alerta um comunicado da associação.

Outra crítica da associação vai para as “falhas de informação sobre os caudais permanentes em vários dos pontos de controlo”. “A página na Internet do Inag [Instituto da Água] relativa à convenção apenas refere que está em construção. Tivemos de ir aos boletins hidrográficos espanhóis para obter informações”, lamenta Francisco Ferreira. Este dirigente defende, por exemplo, que os dados relevantes estivessem reunidos numa única página da Internet, “de fácil acesso”.

José Paulo Martins, do núcleo da Quercus de Beja, lembra que “esta é a primeira vez que a seca afecta ambos os lados da fronteira”, tornado esta situação um “teste ao cumprimento da convenção”.

Ao mesmo tempo que aguarda notícias das reuniões entre os dois países, a Quercus garante “continuar atenta” e que vai colocar a questão com carácter prioritário quando se reunir com o actual ministro do Ambiente português. A associação lembra que a redução de caudais à entrada em Portugal dos rios internacionais pode comprometer a produção de hidroelectricidade, a qualidade da água e o abastecimento para diversos fins.

O objecto da convenção é “definir o quadro de cooperação entre as Partes para a protecção das águas superficiais e subterrâneas e dos ecossistemas aquáticos e terrestres deles directamente dependentes, e para o aproveitamento sustentável dos recursos hídricos das bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana”.

 
At 22 junho, 2005 19:23, Blogger Marco Arruda said...

OK. Agora já podem escrever à vontade, podem escrever como anónimos, sem escrever senhas, etc.

Tou à espera da vossa participação.

Um abraço para a minha a melhor turma da ESAS de 2005.

 
At 12 agosto, 2005 18:17, Anonymous Anónimo said...

BIOMASSA
Como é que se faz a caracterização da biomassa de uma dada massa de água e a sua distribuição por espécies?

REPRODUÇÃO DE ESPÉCIES PISCICOLAS AUTÓCTONES
As espécies autóctones não sofrem grande ameaça por parte da pesca desportiva. A maioria não tem interesse desportivo excepto as bogas e os barbos. Mas a grande maioria destes são apanhados nas redes ou têm problemas em atingir as zonas de desova (+- corrente) devido à inexistência de escadas de peixes na maioria dos açudes existentes nas pequenas ribeiras. A poluição dos ribeiros que passam nas vilas/cidades leva também a que estas espécies não os subam.
Diria até que faltam alguns predadores nos nossos rios: enguia, sável, lampreia(?) o que levará ao excesso de exemplares de outras espécies (carpa, pimpão, tainha, perca)

ACHIGÃS NO SUL

Não há excesso de achigãs nas nossas barragens devido ao seu elevado interesse para a pesca desportiva/consumo. Há no entanto excesso de carpas em muitos locais devido a que:
- embora com bastante interesse desportivo, não é, regra geral, removida da massa de água.
- Tem elevada longevidade (+- 50 anos) e crescimento rápido, o que leva a que se conseguir sobreviver ao 1º ano e a doenças posteriores, deixa de ter predadores. Caso atinja excesso de biomassa apenas é possível voltar a valores aceitáveis com intervenção humana ou com a introdução de super-predadores (siluros, lúcios, lucio-perca, p.e)
Nas grandes barragens é comum ver pescadores à carpa, mas algumas têm, de certeza mais de 90% de carpas (p.e. Divor, Pego do Altar). Nas microbarragens são muito mais raros os pescadores de carpas, sendo praticamente a única presa procurada o achigã. Com monoculturas típicas de carpas, achigãs e percas, os achigãs estão condenados a curto/médio prazo a valores residuais por impossibilidade de desocupar o sempre crescente nicho ecológico ocupado pelas carpas.

DISPONIBILIDADES DE ÁGUA
O nosso país não tem falta de água, mesmo em períodos de seca prolongada. Mas terá, certamente, falta de água de qualidade.
Muitas vezes fazem-se/promovem-se grandes regadios sem água para tal, e depois exige-se uma mega-barragem para a sua sobrevivência, o que põe em causa p.e o Alqueva. Neste caso há no entanto outras vertentes a considerar, p.e o turismo, a produção eléctrica e o combate à desertificação, mas foi concerteza uma decisão questionável.
Outra questão que irá, no futuro próximo, gerar controvérsia é o preço da água: cerca de 0,12€ /m3 para a água do Alqueva enquanto que em muitos outros regadios a água é quase de borla, com associações de regantes tecnicamente falidas, perdas na rega superiores a 50%, etc, etc. Será que os agricultores do bloco de rega de Odivelas estarão dispostos a comprar água ao Alqueva àquele preço? E como será possível a concorrência dos agricultores do Alentejo com os do Baixo Mondego p.e.?
Qualidade da água.
Como é possível as pessoas queixarem-se da sua falta, pe. em Igrejinha, com a barragem do Divor a 500m ou em Pias, Serpa, com a barragem do Enxoé ao lado? Que se queixem das causas que levaram à sua “impossibilidade” para uso doméstico!!!
Perdas de água.
Na TV vêm-se situações de desperdício de água. Vejamos Lisboa em particular. Não há qualquer problema, o Castelo do Bode aguentará estes desperdícios sem problemas de maior. O problema está é nos serviços camarários estarem-se nas tintas para o DINHEIRO que gastam e, provavelmente, os consumidores finais pagarem valores inferiores ao preço de custo da água. Quanto à EPAL, quanto mais se gastar, melhor!!

ÁGUA, CAMPOS DE GOLFE E BARRAGENS
Não sei se um campo de golfe gasta mais ou menos água do que um campo de milho, mas ambos são bons corta-fogos...
Pequenas barragens com uma elevada relação comprimento/largura também o serão. Haverá diminuição da biodiversidade? Possivelmente, mas com consequências bastante benéficas na protecção da biodiversidade das zonas adjacentes.
Temos também de ter em conta o que se entende por gastar água (num campo de golfe ou de milho): uma parte da água reentrará nos lençóis freáticos, parte irá engrossar as linhas de água e a restante será perdida por incorporação na matéria orgânica e por transpiração. As duas primeiras poderão ser certamente reaproveitadas... (se entretanto não ficarem contaminadas com pesticidas ou adubos)

Osvaldo Lucas, 12 Ago 2005

 
At 14 agosto, 2005 23:20, Anonymous Anónimo said...

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Sr. Osvaldo Lucas, antes de mais, Muito Obrigado pela sua participação neste Blog, que espero continue a frequentar.

Em relação ao que escreveu, concordo com muitas das coisas, mas noutras tenho de discordar ou pelo menos acrescentar algo. Em que poderei ou não estar correcto.

1º - A resposta à sua pergunta: “Como se faz a caracterização da biomassa de uma dada massa de água?”
R: Essa caracterização é feita utilizando vários métodos de pesca, a saber:

Pesca eléctrica (que é um método não selectivo que permite capturar várias espécies e que permite uma mortalidade mínima), utilização de vários tipos de redes, etc. Pesca-se durante um determinado período de tempo, faz-se o cálculo à área pescada, depois identificam-se as espécies e contam-se todos os exemplares capturados por espécie. Depois faz-se uma estimativa para a massa de água em questão.

2º - “REPRODUÇÃO DE ESPÉCIES PISCÍCOLAS AUTÓCTONES”

Não tenho muito a acrescentar, porque concordo plenamente com o que escreveu.
Só tenho a dizer que é uma pena que a maior parte das pessoas não se apercebam ou não queiram saber dos problemas dos nossos rios, e há até quem não se importe de lucrar com actividades que provocam a desgraça em que alguns rios se encontram. Ex: Industrias que facturam milhões e que não são capazes de ter ETAR’s a funcionar, pecuárias ilegais sem condições, etc.

É também triste que se continuem a construir açudes sem se pensar na construção de passagens para peixes, nem na alteração da dinâmica dos próprios cursos de água, que ao ser alterada, afecta toda a sua biodiversidade.

As ETAR’s, mais uma vez volto a falar nelas, ou não existem ou funcionam mal, é triste que o dinheiro dos nossos impostos seja gasto em obras “para nos tapar os olhos”, mas que acabam por não resolver nada, ou que só funcionam bem 1 ou 2 anos tornando-se rapidamente obsoletas, pois não se fazem projectos a pensar no futuro nem se faz a manutenção necessária, e depois acontecem as noticias habituais… “milhares de peixes mortos no rio X”, “a população não consegue viver com o mau cheiro”, “os sistemas de rega estão a ser afectados pela água poluída do rio”, etc.


3º - Achigãs e carpas

A questão do excesso de achigãs vs excesso de carpas é discutível, pois tenho encontrado vários locais com boas populações de ambas as espécies, embora as carpas cresçam muito rápido, atinjam grandes dimensões e hajam barragens infestadas desta espécie, acho que estas tornam-se dominantes principalmente quando essas barragens ou massas de água têm uma qualidade de água não muito boa e não por predarem achigãs pequenos ou as suas posturas, pois as carpas são muito mais tolerantes à poluição e à turbidez da água que o achigã e outras espécies.
Por exemplo, a barragem dos Patudos em Alpiarça, foi inicialmente povoada principalmente com carpas e estas chegaram a atingir populações elevadíssimas, mas no entanto isto não tem impedido que as populações de achigã estejam a aumentar neste local. E temos ainda que considerar que nesta barragem é obrigatório devolver as carpas à água e pelo que sei isto não se passa com os achigãs. O que está mal, pois a protecção a existir, deveria ser geral, excepto, no meu entender para a perca-sol que é uma espécie nociva, exótica e sem interesse desportivo.

4º - Disponibilidade de água

É verdade que em grande parte do nosso País não há falta de disponibilidade de água, mas também é verdade que há neste momento zonas em que mesmo os aquíferos subterrâneos estão seriamente depauperados ou então estão afectados pela poluição.

Dou o exemplo da Região de Rio Maior (Ribatejo), em que mesmo as nascentes do rio com o mesmo nome, secaram este ano, estando seriamente ameaçadas algumas espécies autóctones que ainda existiam na zona montante do rio, pois como as nascentes secaram, apenas se mantêm alguns poucos pequenos charcos. E isto não pode ser só culpa da seca, pois li há dias que esta é das zonas onde se tem sentido maior diminuição dos níveis dos lençóis freáticos e dos aquíferos subterrâneos, e isto pode ocorrer devido ao uso exagerado desses aquíferos, em relação à disponibilidade existente. Isto acontece não só nessa zona, mas ao logo de várias zonas do País. Mas é verdade que em contrapartida há outras zonas do País com disponibilidades muito subaproveitadas.

“O rio Maior, em cuja nascente existiu um «concheiro» e um povoado, é um afluente do Tejo, e consta-se que há alguns séculos atrás este rio tinha um caudal e um leito muito maior que o actual, tendo sido navegável até aos finais do século XIX, o que talvez justifique a desproporcionalidade do seu nome actualmente. A própria Ermida de S. Francisco de Assis, da Vila da Marmeleira, foi construída a 97 metros de altitude, para que os fiéis não ficassem privados do culto, por causa das enormes cheias do rio Maior, que inundavam grandes extensões da zona de S. João da Ribeira ainda em finais da Idade Média.” (fonte: http://www.regiaoderiomaior.pt/histprehist.htm)

Hoje em dia o rio tem muito pouca água, excepto em anos de forte pluviosidade.



A política Agrícola do nosso País está completamente errada. Deviam ser promovidos os produtos agrícolas em que podemos competir com maiores vantagens, tais como: a vinha, o olival, a cortiça, os frutos secos como as figueiras, amendoeiras…

E no entanto promove-se o regadio de culturas que não estão vocacionadas para as condições climáticas do nosso País e que exigem a construção de barragens de rentabilidade muito questionável, por exemplo: o milho, o trigo e outros cereais, entre outras culturas, que para terem produções aceitáveis têm nas nossas condições de ser regados. No caso do milho e do trigo a França e os EUA conseguem muito maiores produtividades, a muito menores custos de produção. Pelo que o regadio de certas culturas, tendo que se pagar pela água, nunca será competitivo para os agricultores Portugueses.
Temos de pensar que quando se constrói uma barragem para regadio, a água é para ser paga diminuindo ainda mais as já magras margens de lucro da produção agrícola. Visto isto, só acho aceitável que sejam construídas barragens com este fim, quando os agricultores o desejam e sabem que as suas culturas lhes permitem pagar pela água que vão consumir sem que isso não permita a rentabilidade das suas explorações.
Mas, infelizmente, acho que apenas há muitas pessoas com interesses nos lucros da construção de barragens e NÃO no bem estar e melhoria das condições de vida das populações, e nem se pensa nos impactos ecológicos negativos, nem se tenta minimiza-los. Daqui a alguns anos muitas pessoas irão recordar como era bom capturar enguias, lampreias, sáveis e savelhas, … pois uma coisa é certa estas espécies irão desaparecer de muitos rios depois da construção de muitas das barragens construídas e ainda previstas.

5º - “Água, campos de golfe e barragens”

Quando passo por um campo de golfe ou barragem, acho muito bonito, mas não deixo de pensar nos impactos negativos ou positivos…

Não deixo, por exemplo, de pensar se será possível que todos os campos de golfe construídos serão rentáveis ou viáveis??!!

Se será admissível que a maior parte desses campos estejam situados numa das zonas com menores disponibilidades de água??!!

Será possível que a quantidade de campos de golfe existentes não irá afectar os níveis dos lençóis freáticos pondo em causa o abastecimento público em muitos locais??!!

Os campos de golfe mal geridos em termos de regas e adubações assim como de tratamentos fitossanitários, gastam demasiada água desnecessariamente e contribuem em muito para a poluição da água por infiltração ou arrastamento de substâncias nocivas.

Também é verdade que se prevê que grande parte dos campos de golfe venham a ser regados em grande parte pelo reaproveitamento de água de ETAR’s, mas para quando se prevê que isto venha a ser a REGRA e não a EXCEPÇÃO? E quando é que o nosso Governo irá implementar leis que obriguem a que estes sistemas sejam implementados?

As vantagens de um campo de golfe são muito limitadas, pois só quem os utiliza , quem pratica golfe, tira o total proveito, de resto pode ser esteticamente agradável, podendo ser enriquecedor paisagisticamente, mas por outro lado se forem demasiados torna as nossas paisagens iguais às de qualquer País.
Por exemplo: Certas zonas do Algarve têm tantos campos de golfe que já nem se vêem as matas características da região, nem as figueiras, nem as laranjeiras…

Será isto turisticamente atractivo para turistas exigentes e que gostam de ver coisas novas e de ver a verdadeira cultura e paisagem dos países que visitam??!! … em vez de uma paisagem humanizada e igual a tantas outras?

Realmente para mim os campos de golfe têm poucas vantagens, principalmente quando existentes em tão grande número. Podem dar trabalho a algumas pessoas, permitem o desenvolvimento de um desporto cada vez mais apreciado, mas normalmente só jogado por elites, algumas aves e animais escolhem os campos de golfe como local de refúgio e realmente os campos de golfe são bons corta-fogos, mas mesmo assim estas vantagens são muito poucas.

Também penso que muita coisa pode ser feita para evitar os fogos ou reduzir a sua velocidade de propagação, se algum dia se chegar à conclusão que não se pode continuar a manter monoculturas de pinheiro e eucalipto em todo o lado, sem limpeza das florestas:
- Devia ser fomentado o associativismo dos proprietários florestais para reduzir custos de limpeza das florestas e aumentar o poder de negociação.
- Deveriam de existir corredores de árvores menos combustíveis no meio das monoculturas de pinheiro e eucalipto.
- Existência de aceiros, corta-fogos e caminhos que permitam a entrada dos veículos de combate a incêndios e das máquinas agrícolas nas florestas.
- No locais onde as florestas são atravessadas por rios, manter as árvores características das margens dos rios, pois estas são menos combustíveis e acumulam mais água que os pinheiros e eucaliptos, o que reduz a velocidade de combustão e propagação de incêndios e protege as margens dos rios e a qualidade das águas destes.
- Construir charcos que possam encher com as chuvas de Inverno permitindo que no Verão possam ser utilizados pelos animais para bebedouro e para abastecimento de água pelos bombeiros quando necessário.


As Barragens pouco tenho a acrescentar, pois na minha página também apresento quais as vantagens e desvantagens que considero para estas.


Termino aqui a minha reflexão e resposta.



Muito Obrigado pela sua atenção e participação.



Marco Arruda, 14 de Agosto de 2005


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At 27 agosto, 2005 02:13, Anonymous Marco said...

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Luís Forra/Lusa

A operação visou a remoção dos peixes para evitar que morressem dentro de água, devido à falta de oxigénio






Alentejo e Algarve
Seca: cerca de 170 toneladas de peixe vivo capturadas em sete barragens do Sul
26.08.2005 - 18h39 Lusa



Quase 170 toneladas de peixe vivo foram retiradas de sete albufeiras do Alentejo e Algarve, nas últimas semanas, para evitar uma maior deterioração da água, numa operação gerida pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA).

A operação, iniciada no final de Julho na maioria das albufeiras, com recurso a equipas de pescadores profissionais, incidiu na algarvia do Funcho e nas alentejanas da Vigia (Redondo), Lucefecit (Alandroal), Vale do Gaio (Alcácer do Sal), Campilhas (Santiago do Cacém), Roxo (Beja) e Enxoé (Mértola).

O serviço de Relações Públicas da empresa gestora do Alqueva revelou hoje que, com excepção da albufeira do Roxo, os trabalhos de captura do peixe já terminaram.

"Em Campilhas, onde foram recolhidos 200 quilos, e no Funcho, onde os pescadores apanharam 800 quilos, a operação foi rápida e só durou alguns dias", disse Elisabete Barroso, da EDIA.

Por seu turno, no Enxoé, onde o excesso de algas na água já levou a que seja apenas aconselhada para lavagens, não para beber, foram apanhadas "34 toneladas de peixe", enquanto que, no Lucefecit, a captura "saldou-se em onze toneladas".

Nas outras duas albufeiras, os pescadores deram por terminados os trabalhos na última terça-feira, segundo a mesma fonte, com 60 toneladas apanhadas em Vale do Gaio e 20 toneladas na Vigia.

Já no caso do Roxo, que foi alvo de intervenção idêntica logo em Maio (nove toneladas), a operação coordenada pela EDIA ainda está em curso e foi iniciada a 31 de Julho, saldando-se, até ao momento, por 42 toneladas capturadas.

"Os trabalhos, a cargo de cinco equipas de pescadores, só devem estar terminados dentro de uns dez dias", adiantou Elisabete Barroso, acrescentando que a estimativa traçada pela Direcção-Geral de Florestas aponta para que sejam pescadas, nesse local, um total de 80 toneladas.

A operação visou a remoção de peixes dessas sete barragens para evitar que morressem dentro de água, devido à falta de oxigénio, o que, a verificar-se, implicaria uma maior deterioração da massa de água, já de si em quantidade reduzida por causa da seca.

As 168 toneladas de peixe, sobretudo carpas de grande dimensão, retiradas do conjunto das albufeiras foi utilizada para fabricar iscos e farinhas e alimentar espécies cinegéticas, como o javali.

A operação foi decidida na sequência de um pedido feito pelo Governo para que a empresa responsável pelo empreendimento de Alqueva colaborasse com a Direcção-Geral de Florestas (DGF).

"Infelizmente uma operação necessária durante a pior seca de sempre para evitar males maiores"

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At 27 agosto, 2005 02:15, Anonymous Anónimo said...

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Publicação: 04-08-2005 21:05


"A indústria dos incêndios"



A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação



Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira

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At 27 agosto, 2005 12:22, Anonymous Anónimo said...

Resposta ao artigo de Luís Forra / Lusa

É boa ideia verificar algumas informações adicionais antes de se espalhar o que é fornecido em comunicados tipo conferência de imprensa.

Se se verificar o Relatório da Seca de 15 de Agosto (disponível on line na página do INAG) que foca, entre as páginas 40 e 50, os assuntos em causa, uma leitura mais atenta mostra que há muita informação/acções que são, no mínimo, questionáveis e outras que são simplesmente omitidas:
Exemplos: Não há selecção dos peixes capturados, nem por espécies nem por tamanhos !!!!
Os valores de peixe retirados podem ter sido baseados em estudos bem feitos, mas a informação lá disponível não o permite concluir!! E até há casos em que se assume que foi mesmo mal feita a estimativa!!
É feita uma referência à presença de, pelo menos, uma espécie exótica que não deveria existir na Bacia do Guadiana (o lúcio-perca).
Não há referências a custos da operação, nem no relatório nem na notícia...
Coloco também as minhas reservas à qualidade da informação disponibilizada em anexo ao relatório, mas este é um assunto mais técnico...

27 Ago 2005
Osvaldo Lucas

 
At 13 setembro, 2005 22:43, Anonymous Marco said...

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Peixes morrem diariamente na Lagoa de Pataias
A seca que tem afectado o País e particularmente o distrito de Leiria, está a provocar a morte diária de dezenas de peixes na Lagoa de Pataias. Desde o passado mês de Junho os serviços da Protecção Civil de Alcobaça já retiraram centenas de espécimes mortas e outros continuam moribundos por falta de água.
Dezenas de peixes perca-sol e carpas estão a morrer diariamente na Lagoa de Pataias, desde o passado mês de Junho, devido à seca que tem afectado o País nos últimos três meses.
Para além dos quilos de peixes mortos que os serviços da Protecção Civil Municipal de Alcobaça já retiraram da lagoa desde o início do Verão e depositaram no Aterro da Nazaré, ontem de manhã alguns dos espécimes, essencialmente carpas, continuavam moribundos na pouca água mal cheirosa existente numa das zonas da lagoa.
As restantes partes estão cheias de caniços e de uma grande quantidade de lodo acumulado no fundo, depois da evaporação da água, e devido às elevadas temperaturas que em alguns dias chegaram a atingir os 40 graus. "A morte dos peixes tem aumentado de uma forma galopante, porque a seca tem sido muita e a pouca água que resta na lagoa aquece com muita facilidade", explicou Sofia Quaresma, bióloga da câmara de Alcobaça, que tem acompanhado a catástrofe ambiental na Lagoa de Pataias, procurada por dezenas de pescadores durante os meses de Inverno.
Os serviços de protecção civil estão a acompanhar de perto a situação, mas, segundo Sofia Quaresma, a principal dificuldade em evitar mais mortes é a impossibilidade de retirar todos os peixes perca-sol (espécie nociva), que comem as ovas dos outros.
Surgiu a possibilidade de serem retiradas as carpas ali existentes com recurso à pesca eléctrica, mas a pouca profundidade da lagoa impede a entrada de um barco. "É uma situação complicada, porque os peixes perca-sol são em maior número, e são depositados na lagoa pelas pessoas quando não os querem ter em casa. Para além disso, nunca se tinha registado um abaixamento tão grande dos níveis da água", acrescenta a bióloga, recordando que em Junho de 2003 registou-se a morte de muitos peixes, mas em número muito inferior comparativamente à verificada este ano.
Segundo a bióloga, a única forma de devolver o ecossistemà lagoa é fazer o repovoamento de peixes ruivacos (espécie dominante noutros tempos) após a drenagem da lagoa, prevista para meados deste mês.
A acção consiste na remoção dos sedimentos poluídos e a recriação do fundo para a acumulação da água. A Zona Sul também deverá ser intervencionada para a colocação de aves e mamíferos. "A situação actual de seca é uma oportunidade única para intervir na Lagoa de Pataias e aprender com a resposta do ecossistema, pois, face às alterações climáticas globais, estes fenómenos tendem a ser cada vez mais frequentes num futuro próximo", defende a bióloga.

Oikos alerta
para preservação do leito

O presidente da Oikos - Associação de Defesa do Ambiente e Património da Região de Leiria, Mário Oliveira, alerta para a preservação imediata do leito da lagoa, a conservação da impermeabilização do fundo, como medidas preventivas, para evitar a passagem de viaturas de todo-o-terreno.
"Com a situação de seca e o facto da lagoa não ter água, existe a possibilidade de ser utilizada para outros fins ", conclui Mário Oliveira.

Mário Pinto

Sexta-feira, 9 de Setembro 2005

http://www.diarioleiria.pt/9672.htm


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At 13 setembro, 2005 22:47, Anonymous Marco said...

Esta ultima noticia que coloquei mostra o quanto esta seca é grave, mas também mostra que há quem queira aproveitar (e bem) este momento negativo, para fazer algo positivo, ou seja, tentar fazer com que o ecossistema se restabeleça, sem a presença de peixes nocivos como a perca-sol, e reintroduzindo os ruivacos, que foram abundantes em tempos e têm vindo a perder habitat, face à poluição e à predação que são alvo nos rios onde ainda existem.

 
At 31 outubro, 2005 02:55, Anonymous Marco said...

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A poluição dos rios em Portugal parece ser cada vez mais um problema sem fim à vista, pois nos ultimos anos despoluiram-se 1 ou 2 rios, mas muito mais rios têm sofrido problemas de poluição e outros atentados, cada vez mais frequentemente. Este ano com a seca o problema foi muito mais visivel porque os rios com baixo caudal não conseguem diluir a poluição a um nivel aceitável para os peixes e outros seres.
Mas o maior problema parece ser que com as promessas e projectos que os sucessivos governos, câmaras ou organizações nos vão prometendo, lá nos vamos calando e ao fim de um tempo parece que passamos a achar normal que o rio que passava limpo perto da nossa casa se tornou hoje num esgoto a céu aberto, e tudo parece normal. Eu digo isto porque há muitas cidades onde passam rios, e vê-se que não há um minimo de respeito por estes recursos da natureza, os quais vou dar alguns exemplos:

vejo muitas vezes as margens totalmente desprotegidas, por estarem despidas das árvores que lhes são caracteristicas, muitas vezes os rios além de correrem com água poluída levam também todo o tipo de lixos sólidos que foram para ali deitados pelos residentes e por quem vive ou passa a montante, parece que hoje em dia as pessoas têm vergonha dos seus rios ou não lhes ligam importância porque já nem olham nas pontes para ver se há peixe (pois normalmente já não existem!!!), vejo também que em vez de as cidades aproveitarem as zonas próximas dos rios como áreas de lazer, com jardins, pontos de observação, caminhos pedestres que permitam às pessoas desfrutar da natureza ao longo desses rios, pontes arranjadas de forma a que as pessoas possam olhar para os rios quando passam, e placas que identifiquem os nomes dos rios para que se crie uma ligaçao das populações aos rios, mas em vez disso o que vemos geralmente são cidades e localidades que vivem de costas viradas para os seus rios, ribeiros, etc... desde que os mosquitos e cheiros não entrem em casa, parece que está td bem. Felizmente alguns lutam para que as coisas mudem, os populares que têm lutado pela despoluição da ribeira dos Milagres e do Rio Alviela merecem todo o apoio e encorajamento por ainda não terem desistido de lutar pelos seus rios.
Nós que gostamos de pescar não devemos limitar-nos a aceitar que os nossos rios continuem tão poluidos que apenas as espécies mais resistentes conseguem resistir.
A beleza da pesca em Portugal é termos várias espécies de peixes que são caracteristicas do nosso País e outras que pela importância que têm para a pesca desportiva têm sido mantidas, mas para que continuemos a poder realizar pescarias de qualidade e podendo desfrutar em pleno do nosso hobbie preferido temos que nos juntar às acções que se vão realizando em prol da defesa dos nossos rios, para que as coisas melhorem realmente, e não se limitem a tapar-nos os olhos.


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At 31 outubro, 2005 03:14, Anonymous Anónimo said...

A poluição dos rios em Portugal parece ser cada vez mais um problema sem fim à vista, pois nos ultimos anos despoluiram-se 1 ou 2 rios, mas muito mais rios têm sofrido problemas de poluição e outros atentados, cada vez mais frequentemente. Este ano com a seca o problema foi muito mais visivel porque os rios com baixo caudal não conseguem diluir a poluição a um nivel aceitável para os peixes e outros seres.
Mas o maior problema parece ser que com as promessas e projectos que os sucessivos governos, câmaras ou organizações nos vão prometendo, lá nos vamos calando e ao fim de um tempo parece que passamos a achar normal que o rio que passava limpo perto da nossa casa se tornou hoje num esgoto a céu aberto, e tudo parece normal. Eu digo isto porque há muitas cidades onde passam rios, e vê-se que não há um minimo de respeito por estes recursos da natureza, os quais vou dar alguns exemplos:

vejo muitas vezes as margens totalmente desprotegidas, por estarem despidas das árvores que lhes são caracteristicas, muitas vezes os rios além de correrem com água poluída levam também todo o tipo de lixos sólidos que foram para ali deitados pelos residentes e por quem vive ou passa a montante, parece que hoje em dia as pessoas têm vergonha dos seus rios ou não lhes ligam importância porque já nem olham nas pontes para ver se há peixe (pois normalmente já não existem!!!), vejo também que em vez de as cidades aproveitarem as zonas próximas dos rios como áreas de lazer, com jardins, pontos de observação, caminhos pedestres que permitam às pessoas desfrutar da natureza ao longo desses rios, pontes arranjadas de forma a que as pessoas possam olhar para os rios quando passam, e placas que identifiquem os nomes dos rios para que se crie uma ligaçao das populações aos rios, mas em vez disso o que vemos geralmente são cidades e localidades que vivem de costas viradas para os seus rios, ribeiros, etc... desde que os mosquitos e cheiros não entrem em casa, parece que está td bem. Felizmente alguns lutam para que as coisas mudem, os populares que têm lutado pela despoluição da ribeira dos Milagres e do Rio Alviela merecem todo o apoio e encorajamento por ainda não terem desistido de lutar pelos seus rios.
Nós que gostamos de pescar não devemos limitar-nos a aceitar que os nossos rios continuem tão poluidos que apenas as espécies mais resistentes conseguem resistir.
A beleza da pesca em Portugal é termos várias espécies de peixes que são caracteristicas do nosso País e outras que pela importância que têm para a pesca desportiva têm sido mantidas, mas para que continuemos a poder realizar pescarias de qualidade e podendo desfrutar em pleno do nosso hobbie preferido temos que nos juntar às acções que se vão realizando em prol da defesa dos nossos rios, para que as coisas melhorem realmente, e não se limitem a tapar-nos os olhos.

 
At 08 novembro, 2005 11:31, Anonymous Anónimo said...

A EDIA está a promover a limpeza (a remoção de sedimentos) em barragens na zona de Serpa que estão contaminadas com depósitos orgânicos (de explorações pecuárias). A noticia do Correio da Manhã (9/11) não especifica o que acontece às explorações pecuárias, pelo que num próximo período de seca (quanto a cota estiver baixa) será certamente feita nova remoção...

No que se refere a promessas, também a Comissão Nacional para a Seca (http://www.inag.pt/inag2004/port/divulga/actualidades/seca/seca.html) prometeu mais informações sobre futuras acções a desenvolver/desenvolvidas para a gestão da biomassa nas albufeiras (a lembrar, algumas mortandades e remoção de peixes efectuadas durante o Verão) mas que desonrosamente não cumpriu.

Também já li, algures, que a zona do Tejo, basicamente para jusante de Abrantes até VFXira, passou a ser classificada como susceptível (leia-se a ter índices de poluição que começam a ser preocupantes). Valha-nos a classificação!

Osvaldo Lucas
9 Novembro 2005

 
At 12 novembro, 2005 20:48, Anonymous Marco said...

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Infelizmente o Tejo nos ultimos anos, e este ano em particular, tem vindo a ficar cada vez mais poluido, o que não é de admirar,pois quase todos os seus afluentes o estão, e a pouca água que as barragens deixam passar, além de já não vir muito limpa, não chega para diluir a poluição existente.

Há muito por fazer no que concerne à despoluição dos nossos rios e até em termos de sensibilização dos autarcas e governantes, assim como de toda a população.


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At 01 dezembro, 2005 20:11, Anonymous Marco said...

Vejam esta página tem ideias e noticias, a maior parte antigas, mas que adivinhavam muitos problemas que estão a ocorrer ou que começara a ocorrer na altura:

http://pwp.netcabo.pt/big-bang/oescriba/ses-1.htm

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At 11 setembro, 2008 12:57, Anonymous Ginia said...

Parebens... esta espectacular o teu blog. Beijinhos

 

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